Dois tons de verde

Na torcida 27/01/2013
Nova derrota divide a arquibancada alviverde: parte da galera que costumava esperar fim da partida para protestar resolveu começar antes

O título do post anterior sobre o Palmeiras foi "Bis". Após o empate com o Bragantino, comentei que 2013 começara com a massa entoando o mesmo coro do fim de 2012. Xingamentos contra Tirone e Frizzo, respectivos ex-presidente e vice. Mas sempre um pouco antes e logo depois dos jogos. Nunca durante.

O comando mudou e os protestos idem. Hoje a galera se dividiu. Nos minutos finais da partida, quando o Palmeiras ainda perdia por 3 a 1 para a Penapolense, a Mancha Verde puxou brados contra Valdivia e Luan. E soltou a voz também nos usuais "time sem vergonha" e "queremos jogador".

Enquanto isso, em outros pontos do Pacaembu, fãs cantavam o hino do clube. Ninguém está errado, creio eu. Cada um se manifesta, desde que pacificamente, como bem entender. Se vai ou não prejudicar a equipe é outro papo.

Outro revés sofreu a organizada Camorra. Seus integrantes foram impedidos pela PM de entrar com as bandeirolas que sempre levam ao estádio. "Falta critério da polícia, antes podia e agora não pode mais", reclamou um dos representantes da torcida.

A PM alegou que as hastes, embora pequenas, são proibidas. Não soube explicar, no entanto, porque a entrada fora liberada em outros tantos jogos. Curioso. Pente-fino para barrar bandeirolas e vista grossa a respeito dos cambistas que perambulam tranquilamente pelo entorno do estádio.

E destaque para a festa da galera da Penapolense, em número surpreendente no Pacaembu.

Comentários

  1. João Ricardo disse:

    Sem dúvida, esse é o barato dos campeonatos estaduais. Porém, algo tem que mudar. Menos jogos.
    Talvez um formato de copa, com uma fase de grupos e mata-mata, como o Nordestão. Os públicos estão muuuito baixos no Estadual do Rio, por exemplo. Algo tem que ser feito para preservar e valorizar mais esses duelos entre grandes e pequenos, capital e interior. E no caso, menos é mais. Abração!